segunda-feira, 31 de maio de 2010

Como a Starbucks salvou minha vida - Michael Gates Gill

O livro “Como a Starbucks salvou a minha vida” é um relato verídico de um homem da alta sociedade americana, de família rica e prestigiada, que ganhou um novo sentido na vida, aos 63 anos de idade, ao perder aquilo que mais estimava: o status social.

Ao ser demitido da J. Walter Thompson, uma das maiores agências de publicidade do Estados Unidos, Michael Gates Gill perdeu o status, a confiança da família (após ter um filho fruto de uma traição, seguido da separação com a mulher), entrou em falência com uma frustrada tentativa de manter um negócio próprio  e, como se não bastasse, descobriu um tumor no cérebro que comprometia sua audição.

Apesar da situação crítica e constrangedora em que se encontrava, quando os “amigos” o evitavam e um simples café lhe era tido como pequeno luxo, uma coincidência o fez conhecer a verdadeira essência da vida. O nome que o levou ao mais profundo abismo, surge em outra forma como uma nova esperança de vida: Thompson, sobrenome da jovem e negra Crystal, Gerente da Starbucks da Broadway, o convida para trabalhar na periferia, tornando-se a sua nova referência profissional.

Michael Gill, o publicitário bem sucedido, tornou-se Mike, o homem do ramo de cafés. Lavar banheiros, servir cafés, preparar diferente tipos de bebidas quentes, palestrar sobre o assunto e, enfim, conhecer pessoas de todas as realidades, que se tratavam com carinho e respeito, foi a sua nova e transformadora função nesta empreitada. Assim, compartilhou momentos com estas pessoas que tornaram-se mais que amigos, mas testemunhos das dificuldades e conquistas dos “parceiros” com os quais trabalhava.

Quando pensou que, aos 63 anos de idade e com um tumor na cabeça, não seria bom para negócio nenhum, descobriu o seu próprio valor refletido nas amizades de pessoas que jamais imaginara se aproximar. E viu que, apesar de ter perdido o status e a vida luxuosa da qual desfrutou desde a infância, reconquistou a confiança dos filhos e a autoestima com a seu novo círculo social. O relacionamento diário com os “parceiros” (como se tratam os funcionários da Starbucks) e clientes mudou o seu novo eu, agora mais humilde, mais simpático, mais humano e verdadeiro.

Esta história é um exemplo que, quando tudo parece ser o maior desastre de nossas vidas, aparecem as oportunidades e pessoas que realmente nos fazem felizes. “Eu sentia que a Starbucks ainda era mais valiosa para mim do que eu o era para a Starbucks. Então entreguei completamente minha vida a eles - física, mental e emocionalmente - e prometi, verbalmente e no papel, que estaria disponível sempre que precisassem de  mim.” (p. 163)

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